sexta-feira, 20 de maio de 2011

Na Balada BH: Velvet Clube - 3 anos!!!





Fica bem na Savassi um espaço democrático, divertido, para quem gosta de arte, moda, design, diversidade e sobretudo, ferver na pista!

E está comemorando esse fim de semana seu terceiro aniversário animando as noites de BH!!!

Aqui o importante é ter estilo e saber que, se você é "entendido", ou seja, como eu já falei, da área de
arte, moda, design, vai com certeza encontrar a sua turminha. E muita gente que você já conhece. Se você não é, com certeza vai aproveitar mesmo assim. Só não recomento para Paty e Boy... Não tem nada haver com essa tribo, mas na próxima postagem, com certeza, falarei de algum lugar especialmente para essa galerinha.

Velvet Club - Rua Sergipe, 1493 - Savassi

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Novo Olhar Sobre a Antiga Praça

No último fim de semana, participei de um ensaio fotográfico ambientado em plena Praça da Estação.

Por mais conhecida que a praça seja, sempre é bom revê-la com olhares renovados, observando ângulos, texturas, cores e um todo, que revela um espaço multicultural e sempre surpreendente, onde estudantes, trabalhadores, mendigos e todo o tipo de público se mistura.

Oficialmente Praça Rui Barbosa, a Praça da Estação é um dos ambientes mais antigos e tradicionais da capital mineira. Ponto de Encontro pela sua localização central e fácil acesso pelo metrô, ali é palco para todo o tipo de manifestação: política, esportiva, festiva. Mas o atrativo principal da Praça é o complexo arquitetônico, que surpreende pela beleza singela e representatividade de um estilo que alcançou uma incrível originalidade na fundação de BH: o ecletismo, com seus laivos de neoclássico e toques de art noveau.

O prédio da praça abriga também o museu que interessa pelo tema: O museu de Artes e Ofícios, onde podemos visualizar uma infinidade de utensílios para os mais diversos usos, tudo da época em que todas as coisas eram manufaturadas. Para qualquer designer, é uma viagem bacana ao tempo das coisas, coisas que estão hoje tão presentes no nosso cotidiano, e atividades que eram realizadas de forma totalmente diferente do conhecido por nós, como a ourivesaria, a barbearia, a arte de trabalhar o couro, a chapelaria.

A entrada é franca. Depois da visita, parada para descansar e bater um papo no charmoso café do saguão principal.

Para noivas, debutantes e o pessoal da moda que deseja usar o espaço para ensaios fotográficos (vale muito a pena, pois além da arquitetura ser maravilhosa, com guarda corpos rendilhados, piso em mosaico e colunas em granito, o prédio tem uma luz natural incrível no horário de sol a pino e mesmo com tempo nublado) basta procurar a diretoria e marcar um horário. Cobra-se uma taxa e o acesso aos ambientes interessantes é garantido por um funcionário que fica à disposição.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Na balada BH: Bailando no Paco

Hoje a dica é sobre Baladas em BH!




Como uma boa belo horizontina e como uma baladeira de carteirinha, posso dizer que a noite de BH não prima pela qualidade, nem pela diversidade. Eu diria que o povo de Belo Horizonte não é assim muito baladeiro, como o carioca ou o paulista por exemplo. Talvez por que nós mineiros somos um pouco intimistas na hora do lazer. A gente ainda prefere curtir um espetáculo artístico, sentar num boteco para gastar papo com amigos, bebericar na casa de alguém ou uma roda de viola.

Outra característica do mineiro é que a gente enjoa rápido dos lugares. Um "ponto de encontro" tradicional na capital mineira é quase uma raridade. Geralmente os bares da moda e as boates duram uma, duas, três estações e já ficam caídos, o público pára de frequentar e migra para outro local recém inaugurado.

Porém, há ainda algumas boas exceções. Um exemplo de regularidade na noite belo horizontina é o Paco Pigalle, uma casa noturna que, apesar de ter se adaptado um pouco com o passar dos anos e ter passado por vários endereços em Belo Horizonte, continua como uma boa  opção de diversão na capital mineira.

Eu frequentava o Paco muito novinha, quando ainda funcionava na Casa do Jornalista, na aveninda Álvares Cabral. Quem é desse tempo, vai se lembrar que o Paco, naquela época, era uma coisa totalmente original. A pista fervia com ritmos latinos, comandada pelo proprietário que empresta o nome à casa, e recebia o público mais perturbado da vibe intelectual alternativa de Belo Horizonte. Playboy não tinha vez... Depois o Paco viveu um período que eu chamo de negro, no Barro Preto. De uns anos para cá a sede definitiva é a Avenida do Contorno, no bairro Floresta, onde faz a linha "inferninho". Com música hoje mais eclética, a casa ainda conta com shows de drag queens e pole dance muito divertidos.

Eu diria que o Paco Pigalle, apesar de tudo, ainda é um lugar (dos poucos) onde a gente pode ser divertir sem ter que fazer carão, como em algumas boatezinhas do circuito do Seis Pistas e bairro de Lourdes de BH. É um lugar que costuma ser frequentado por pessoas interessantes e alternativas, um pouco mas democratizado (aceita bem o povo GLS). E onde, sempre podemos contar com estilos de música dos mais variados, samba, pop rock, discoteque, anos oitenta, passando é claro pelo hause e finalmente, a marca registrada do Paco, os ritmos latinos, como salsa, merengue, rumba, que são uma delícia de dançar junto.

A última vez que fui ao Paco, conheci uma moça (de luvas mitene rendadas à lá Madonna nos anos oitenta) que tinha passado muitos anos em Londres e o que ela me disse foi o seguinte: esse lugar é a balada mais parecida com qualquer coisa na Europa que existe em Belo Horizonte.

Acho que é um elogio e tanto!

Paco Pigalle - Avenida do Contorno, 2314 - Floresta - 3222-4948
Programação e informações  Clique Aqui

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dias de Abril

Nada como dias claros, de céu azul intenso, ar transparente, brisa de outono soprando no rosto, aquele frescor meio anunciando um inverno próximo...

Esses são os deliciosos dias de Abril na capital mineira... Nada como aproveitar esses dias amenos e tranquilos com programas como passeio em Macacos, Serra da Moeda, bebericar um vinhozinho num bom restaurante ou ainda, sentar numa praça e relaxar... Os parques também são boas pedidas, e as caminhadas nas pistas de BH se tornam das mais agradáveis: escolha a Av. José Cândido da Silveira, sob as copas das árvores que quase disfarçam o movimento intenso dos carros, a orla da Lagoa da Pampulha, que não tem pista melhor...

E para quem é butequeiro, tá chegando: O comida de Buteco comming soon...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

OBA! ELA VOLTOU!!!



De janeiro a março ocorre em Belo Horizonte uma das maiores campanhas culturais do país: a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Nessa época deliciosa, de férias e ócio, os belo horizontinos podem curtir o melhor das artes cênicas, musicais e espetáculos a preços realmente animadores.

A maioria dos espetáculos custa dez reais e pode-se comprar os ingressos no posto da Belotur, ali do ladinho do Parque Municipal, na Rua da Bahia com Afonso Pena.

Algumas peças que estão há milênios em cartaz como "Acredite, um espírito baixou em mim!" ninguém suporta mais ver... Mas outras como o musical Chico Rosa são realmente imperdíveis! Então, crianças, corram, garantam seus ingressos. Tem para todos os gostos.

Confiram aqui a programação!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Aniversário

"Na origem de toda cidade existe um sonho". Célio de Castro

Belo Horizonte fez aniversário dia 12 de dezembro e para comemorar (ainda que com certo atraso), vou contar um pouco da história dessa cidade tão acolhedora e simpática.

No final do século XVIII, Belo Horizonte não passava de um pequeno povoado sem importância, numa propriedade colonial onde se fazia engorda de gado. Contava com uma capela erigida à Nossa Senhora da Boa Viagem, que até hoje é a padroeira da capital mineira. Um casario pobre, ruelas de terra batida. Mas os planos para essa região tão singela de belezas naturais mas tão árida de recurso materiais eram grandiosos. Sobre isso, até mesmo meu ídolo Machado de Assis escreveu:

" Chama-se Belo Horizonte. Eu se fosse Minas, mudava-lhe a denominação. Belo Horizonte parece antes uma exclamação que um nome. ...Quanto à nova capital da República, não é mister lembrar que já está escolhido o território, faltando só a obra de construção e da mudança, que não é pequena."

O local foi eleito para a construção de uma Capital de verdade, projetada pelo engenheiro Aarão Reis, e muito antes de Brasília, a primeira cidade planejada do Brasil. Para mim é um pouco surreal imaginar a construção de uma cidade. Sempre imaginei as cidades nascendo aos poucos, uma casa aqui, uma viela ali, até que cem, duzentos anos depois existe uma irreconhecível metrópole. Mas não Belo Horizonte. Traçada a pena, cada quadra, praça e prédio público foi colocado no seu lugar certo.

E nasceu a capital mineira, cresceu, ultrapassou seus limites. Cheia de problemas, charme, simpatia e limitações.

PARABENS BELO HORIZONTE!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Bom de Comer!


Detesto aqueles restaurantes chiquzinhos, onde o garçon, vestido impecavelmente e com gel no cabelo, serve um prato enorme, com uma quantidade ínfima de comida dentro,  onde se paga o salário de um operário numa única refeição, e ainda se sai com fome.

Além disso, acho insuportável o nome estrangeiro de todos aqueles restaurantes esquisitos, onde se serve comida de todos os lugares do mundo, mas que, a gente sabe, são muito melhores em seu país de origem. Não ouso pagar uma fortuna para comer um foie gras em Belo Horizonte, por que se eu tiver que comer um foie gras perfeito, vou querer comer em Paris. E estou para descobrir onde se come um legítimo Tiramisú aqui. Acho que só em Roma mesmo...

Mas apesar disso, Belo Horizonte tem muitos e bons lugares para se comer bem. Onde as porções são fartas e os temperos deliciosos. E onde se pode sentir à vontade, sem se preocupar com a conversa agradável ao redor da mesa ou com o guardanapo de pano no lugar certo.

Hoje vou falar da agradável Casa dos Contos, na Rio Grande do Norte, Savassi. É uma casa simples, com marcos de madeira de 40  x 40 cm nos portais, remetendo ao estilo das antigas casas coloniais de Minas. Inclusive, o nome do restaurante é uma homenagem ao museu da Casa dos Contos de Ouro Preto, antiga casa do tesouro, e hoje, um belo monumento turístico (com uma senzala de arrepiar!).

O cardápio é bem variado e a carta de vinhos é satisfatória. Pode-se degustar um bom malbec num dia frio por menos de R$50,00. E há também a carta de cachaças, para quem gosta, com bons títulos.

O lugar está sempre cheio e animado, e não raro frequentado por artistas locais e personalidades famosas. Tem sempre uma exposição acontecendo nas paredes, e é possível negociar os quadros no local, às vezes com o próprio autor.

Eu não resisto ao Fetuccine com paiard, que é a massa com um molho branco cremoso e um filezão grelhado. O bife à parmegiana também é concorrido. Mas a variedade é grande e vai desde a velha e boa lasanha a bolonhesa ao arroz a piamontese.

Não é à toa que o restaurante é destino certo num fim de noite, quando bate aquela larica! Ponto de encontro de boêmios nos anos 80, com preço honesto, às vezes é preciso enfrentar uma fila, mas pode-se encomendar a comida com antecedência e ir buscá-la depois.

Casa dos Contos - Rua Rio Grande do Norte, 1065 - Savassi
Aceita cartões.